



HISTÓRIA - A evolução da espécie humana contou com amamentação em 99,9% da sua existência. Portanto, parece razoável afirmar que ela, sob o ponto de vista genético, está programada para receber os benefícios do leite humano e do ato de amamentar no início da vida.
Amamentar é muito mais do que alimentar a criança, envolve uma interação complexa, multifatorial, entre duas pessoas, que interfere no estado nutricional da criança, em sua habilidade, de se defender de infecções, em sua fisiologia e o seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Envolve também aspetos relacionados à saúde física e psíquica da mãe.
A espécie humana é a única entre os mamíferos em que amamentação, além de ser biologicamente determinada, é condicionada por fatores socioculturais. Em função disso, o aleitamento materno deixou de ser uma prática universal, gerando muitas vezes uma divergência entre a expectativa e a cultura. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e altas mortalidades infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências em longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez de mudanças culturais.
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